domingo, 30 de setembro de 2007

a nausear... como diz o meu filho


Comecei ontem, dia 28 de Setembro, o tratamento que me irá ajudar a deixar de fumar.
Sim, é esse, o mesmo do Diogo. Mas, com todo o respeito, tive que perceber para além da publicidade... Decidi após confirmações de resultados noutras pessoas.
Eu, a Aida e a Ana, entrámos juntas e ao mesmo tempo nesta aventura.
Acordei normal. Tanto quanto é normal depois de uma noite de dança com algumas (não muitas) cervejas à mistura. Tarde, de facto. Por isso o pequeno almoço foi tomado à hora do almoço e de seguida o “tal” comprimidinho. É mínimo o “tal”, mas potente!
A meio da tarde começo a sentir uma indisposição apenas semelhante às primeiras semanas de gravidez: NÁUSEAS... Que chatice!
Fiquei tão nauseda que nem me apetecia comer nem fumar. Bate certo. Mas é muito desagradável a sensação. E percebi também que estou mais irrascível do que o que tenho andado ultimamente e não gosto nada disso.
Quando as coisas não correm bem nem no plano profissional e sobretudo, sobretudo no plano dos afectos... fico insuportável. Torno-me reactiva, intolerante, fervo em pouca água. É um horror. Vejo-me e não consigo controlar. Só me resta procurar evitar o confronto com as situações que me provocam este estado. Vivo muito mal, sobretudo com o efeito deste tipo de comportamentos nos outros.
E eu gosto muito de gostar e sou, por natureza, uma pessoa bem disposta, crédula e apaixonada.
Mas a verdade, é que tudo o que seja expressão de afirmação de personalidade e/ou de autoridade... só porque sim, questionamentos infundados sobre os meus sentimentos ou as minhas motivações, entre outras coisas... peço imensa desculpa, mas estou péssima para as entender (falo, óbviamente, para as pessoas mais próximas, para as que me conhecem bem e para as mais íntimas – é com estas que experimentamos as mais fortes emoções e são estas que quero guardar).
Alguns dos que se podem sentir “destinatários” , sabem do que estou a falar. E sabem também que os admiro, os respeito e amo! Amigos, ex-amantes, amante, MÃE e FILHO!
Todos (eu e vós) sabemos o que é sólido. O resto... deve ser relativizado e entendido como supérfulo... "fumaça" - que em breve se dissipará.
O que queria mesmo era deixar de fumar do mesmo modo que comecei. Assim, num estalar de dedos.
Lembro-me muito bem do dia em que comecei... tinha 19 anos. Acho que foi nessa altura que comecei a perder a inocência. Quero acreditar, agora, que dou passos no sentido de recuperar alguma coisa dela... da inocência.
Até lá, obrigada por serem quem são e... pela paciência.
Amo-vos muito.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

no meu screen saver... antes de dormir



Em breve poderão ver de perto esta paisagem...
Esta paisagem do espanto.
Do desalinho.
Da procura.
Da dor.
Do não sei o que se passa.
Do desespero.
Do desalinho.
Da perda.
Do caos.
Do não sei se vou se vá se fique das emoções...

aaaaaah... boa noite

legenda sumida no desenho:
"o sol a fingir que estava a dormir na núvem"

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

insónia...


"(...) a mulher, cansada, fechou um pouco os olhos, encostou a cabeça nas costas do banco e pôs-se a imaginar o lugar para onde iam. Era um lugar onde nunca tinham ido. Nem conheciam ninguém que lá tivesse estado. Só conheciam do mapa e de nome. Dizia-se que era um lugar maravilhoso.
(...) Ali haveria tempo para poisar os olhos nas coisas. Ali haveria tempo para tocar as coisas. (..) Ali tudo seria demora e presença. Ali haveria silêncio para escutar o murmúrio claro do rio. Silêncio para dizer as graves e puras palavras pesadas de paz e de alegria. Ali nada faltaria: o desejo seria estar ali.(...)"

in "A Viagem" - Contos Exemplares - Sophia de Mello Breyner


terça-feira, 25 de setembro de 2007

"dores" que dão vontade de rir... ahahahaha

Legenda sumida na foto:
"uma senhora estava triste no café e a outra não conseguia dar-lhe a mão orque estava desconfiada"

É verdade. Não sei se alguma vez sentiram essa sensação. A de rir (ou sorrir) com algumas dores... Eu já. Várias vezes. Mas isto foi só para “justificar” o título, acabando por me surpreender com o trocadilho que só eu entendo.
Só quero partilhar convosco uma série de desenhos que fiz entre 96 e 98 e que me deram um gozo extraordinário. É que eu não sei desenhar!!!... e por causa de algumas “dores” dei comigo a deixar-me levar pelo lápis grosso em cima de um papel e de um traço, íam surgindo estas figurinhas (algumas acompanhadas de legendas) e eu ria-me a bandeiras despregadas... ahahahah. E de espanto em espanto eles vinham em catadupa. Depois parava. Semanas, meses (e até anos). Alguns ficaram só pelo lápis. A outros fui dando cor. Sempre com canetas de feltro. E foram-se transformando. Ao dar cor, iam adquirindo uma nova vida e separavam-se(me) da motivação inicial: começar e acabar de um só traço.
É verdade que tinha uma fã incondicional que se ria tanto quanto eu e me ajudou a dar visibilidade a alguns. Percebi também que toda a gente se ria muito com eles e a Rita os entendia...
Pensei em “ene” maneiras de lhes dar vida, de os fazer saltar das folhas de papel. Apenas fiz umas tshirt's... “tizashirt”! (para os amigos, claro).
E ontem, tive esta ideia fantástica: FOTOGRAFÁ-LOS!!! (precipitadamente, claro...)
Mas para além destas motivações, a razão maior... é que EU gosto muito deles. (que é coisa rara em mim... gostar tanto assim de coisas que faço – se calhar é exactamente pelo facto de saber que não sei desenhar e portanto nada tenho a provar).
Ainda tenho muitos para olhar de novo. Apetece-me muito voltar a eles quase 10 anos depois... ahahahahah

Parentescos


Olha,
O espanto é tanto
que me encanto.
mas
tenho para mim
que o espanto é primo do medo
e amantedo amor
e
de tombo
em tombo,
tropeça no pudor,
enrola-se com um estupor
e
acaba de braço dado com a dor
...
“tás parvo!” - diz o outro espantado

domingo, 23 de setembro de 2007

... ???


quem conhecia de perto a ALMA GRANDE do Pedro, sussurrou-me: "o que faltou ao Pedro, foi ter um filho..."

de "vaivem cantante" ao "Senhor D. Velho"...


Disseste, há dias,
com esses grandes olhos esbugalhados do ESPANTO de quem ama o mundo...

"estou pronto. Vou fazer um D. Velho lindo... vais ver!

... e FOSTE EMBORA!!!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

algumas das "penas"... (1)

Novembro 07 - "Sonata de Outuno", de Ingmar Bergman
Encenação: Cucha Carvalheiro e Fernanda Lapa
Cenografia e Figurinos: António Lagarto
Interpretação: Ana Bustorff, Fernanda Lapa, Marta Lapa e Virgilio Castelo

Janeiro 08 - "Evil Machines" - Uma Fantasia Musical
Libreto e Encenação: Terry Jones (esse mesmo... o dos Monty Pyton!!)
Composição: Luis Tinoco
Direcção Musical: Cesário Costa
Figurinos: Vin Burham
Cenografia: Hernâni Saúde
Coreografia: Paulo Ribeiro
OML - Orquestra Metropoitana de Lisboa
Cantores:Ana Paula Russo, Ana Quintans, João Merino, Mário Redondo (entre muitos outros que vos revelarei à frente)

Ciclo "Outras Lisboas" - Teatro

Fevereiro 08 - Teatro Meridional - África

Março 08 - Teatro Praga - Leste

Abril 08 - Teatro O Bando - Brasil

a fonte...da atracção

não é exactamente esta a imagem ...
(essa podem-na ir descobrindo pela cidade)
mas foi a fonte
pode parecer pretenciosa - eu mesma a receei -
mas ela não é mais que a visão de um príncipe, o nosso Jorge Salavisa
para atrair e comungar com os lisboetas, os outros lisboetas e os que
amam Lisboa
o prazer de descobrir, de surpreender, de rir, de chorar, de chorar e rir, de chorar a rir,
de encantar
... de festejar a vida!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

aqui está... sigam a imagem


CABEÇAS NO AR - São Luiz Teatro Municipal

CABEÇAS NO AR - um musical contemporâneo
de 4ª a sábado às 21h00 e domingos às 17h30

Texto original de Carlos Tê, Encenação de Adriano Luz, Canções de Carlos Tê, João Gil e Rui Veloso

e um SUPER ELENCO


Dia 21... vai abrir a temporada do São Luiz


(in)confidências... na ponta do cigarro'time



"o amor maduro não é menor em intensidade
é apenas silêncioso. não é menor em extensão.
é mais definido, colorido e poetizado.
não carece de demonstrações:
presenteia com a verdade do sentimento.
não precisa de presenças exigidas: amplia-se
com as ausências signficantes...
o amor maduro é a valorização do melhor do outro.
ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois,
vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados,
cheios de sementes. vive da felicidade do outro.
... luminoso, sem ofuscar.
suave, mas definido.
discreto, mas certo."
Artur da Távola

a "minha" casa...



... e tantas vezes
quase toda a cidade
deixem-se levar
vale a pena entrar nela!

(i)reflexão



Cria-se um espaço... na ponta do cigarro
um impulso, um desejo
e acredita-se nos impulsos, nos desejos
e deixamo-nos enlevar e elevar
e contemplamos
e consumimos...


(Não foi por acaso. Dizem que nada é por acaso... talvez seja desta que deixe de fumar!)